segunda-feira, 17 de junho de 2013

Mais vermelho, branco e preto do que nunca


Torcedor(a) Soberano(a), sou da geração oitentista como a maioria de vocês que nos acompanham, e tenho certeza que essa final emocionou a todos, assim como eu me emocionei ao ver o meu Tricolor, (o Maior do Mundo) sendo campeão da América pela 1ª vez. Com apenas 8 anos esse era o segundo título que eu assistia o Tricolor conquistar, me lembro dessa final  nitídamente... No dia 06 de Março de 1992, o São Paulo começava sua campanha na Libertadores, era a 6ª edição de sua gloriosa história, sob o comando do mestre Telê Santana, Raí o rei do Morumbi, nosso eterno arqueiro Zetti, o incansável Cafú, Pintado guerreiro e Müller sempre endiabrado... naquele ano a nossa santa casa (Morumbi) testemunhou uma das maiores explosões de alegria de sua história, se não a maior. Mais de 105 mil pessoas assistiram emocionadas e com o coração na garganta a inesquecível festa da conquista da Taça Libertadores da América daquele ano - a primeira do Soberano. Milhares das quais, inclusive, proporcionaram a lendária invasão (ordeira e civilizada - só para lembrar) que se viu por esse gramado... torecedores carregando nossos ídolos nos ombros, como verdadeiros heróis além, é claro, também de suas camisas, grandes relíquias sendo levadas como troféu de uma inesquecível conquista. Eu e toda a nação tricolor celebramos aquele feito que, se não inédito, pelo menos ressuscitou o interesse e o futebol brasileiro à conquista da América - a competição Sul-Americana não tinha o peso que tem hoje. Era uma disputa internacional, respeitada, mas não estava entre as mais importantes para os clubes brasileiros... assim o nosso São Paulo mudou a ordem natural do futebol brasileiro, recolocando depois de 9 anos, um clube do nosso País no topo da América e mais tarde no topo do Mundo. Com a façanha tricolor, o Brasil começou a olhar com outros olhos a competição e a taça da Libertadores da América passaria a ser o objeto de desejo dos times brasileiros e uma deliciosa obsessão na vida do Tricolor do Morumbi... Mas o sonho de conquistar a América e logo depois o Mundo, que se iniciou um ano antes com o tricampeonato nacional, quase se tornou pesadelo com a inusitada derrota por 3 a 0 para o pequeno Criciúma, que se fez gigante diante de nós e a temida altura dos Andes na Bolívia para o próximo jogo... Aos poucos fomos derrubando nossos adversários, San José, Bolivar, Criciúma (devolvendo a goleada), Nacional de Montevidéu, Criciúma novamente (quem mandou provocar, rsrs) e, depois do Barcelona de Guayaquil (tomando um pequeno susto no 2º jogo) nas semifinais, a grande final contra o time argentino comandado pelo técnico ainda jovem, 'El Loco' Marcelo Bielsa, Newell's Old Boys... Depois de uma magra derrota lá na Argentina por 1 x 0 a confiança era total no jogo de volta, em um Morumbi fervilhante como de costume. Impiedoso, o time tricolor não perdoou os argentinos que, todavia resistiram, catimbaram, até salvando um gol em cima da linha... Mesmo com todo o sufoco imposto, o time do Newell’s não aguentou a nossa força e aos 22 minutos do 2º tempo, quando Gamboa cometeu pênalti em Macedo, Raí converteu a cobrança mostrando mais uma vez sua frieza, técnica e liderança... mas o sofrimento ainda não havia chegado ao fim, ainda tinha a decisão por pênaltis, dramática claro, mas já bem conhecida por todo são-paulino. O Torcedor soberano explodiu quando Berizzo começou mandando na trave e Raí converteu novamente com maestria. Na 2ª Zamora venceu Zetti, mas Ivan também guardou. Llop empatou, e o placar permaneceu assim, pois Ronaldão colocou emoção na disputa mandando nas mãos do estático goleiro Scoponi... então Mendoza retribuiu o favor e bateu por cima. Cafu pôs o São Paulo novamente na frente, 3x2. A última cobrança da série normal seria de Gamboa. Zetti foi magistral: saltou para a esquerda e, de mão trocada, espalmou a bola para fora... enfim, estava decidido: o novo dono da América agora era o meu, o seu, o nosso Tricolor do Morumbi!

Parabéns São Paulo Futebol Clube, pelos 21 anos da conquista de sua 1ª Copa Libertadores da América em 1992.

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