Carta aberta da Torcida Soberana à comunidade são-paulina
São Paulo, 7 de junho de 2013
Fundada no dia 27 de setembro de 2011, a Torcida Soberana nasceu para reunir são-paulinos convictos, que amam o São Paulo Futebol Clube e idealizam um clube cada vez melhor. Desde o princípio entendemos que a nossa função não é apenas torcer, mas também abraçar o clube em todos os momentos. Para nós, o São Paulo é um casamento, pois o nosso amor estará com o Tricolor "na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza".
Atualmente somos seguidos por mais de 102 mil são-paulinos. O amor de todos eles é visto de várias formas. Diariamente lemos histórias que intensificam o nosso amor pelo maior clube do futebol brasileiro. Da mesma forma, constantemente lemos relatos de torcedores que deixaram de acreditar no time.
Pela sua força e história, o São Paulo não poderia jamais deixar de ser competitivo. Não exigimos títulos, pois o verdadeiro torcedor exige comprometimento à camisa tricolor. Isso basta para que o apoio de toda a comunidade são-paulina seja constante.
Entretanto, temos que citar alguns fatos recentes, que fez com que o São Paulo se tornasse um clube comum, muito aquém de sua história.
Não é de hoje que lidamos com uma diretoria apática. Temos em Juvenal Juvêncio a figura de um presidente centralizador, ultrapassado e incompetente. Acreditamos que Juvenal Juvêncio é o responsável pela forma negativa que o São Paulo é visto nos últimos anos, tanto pelas federações que administram o nosso futebol, quanto pela mídia, que explora o seu lado folclórico em tom de piada, fazendo com que o nosso Tricolor seja motivo de chacota. Da mesma forma, o seu vice, Carlos Augusto Barros e Silva, é lembrado sempre pela inércia diante das crises que enfrentamos e da postura autoritária perante o Tricolor.
Também colocamos na conta de Juvenal Juvêncio uma série de equívocos administrativos, como a falta de bom senso no aluguel do Morumbi para shows musicais em 2012, tirando jogos importantes da nossa casa. Entre outras coisas, não podemos esquecer-nos da manobra política que o reelegeu presidente do clube em 2011. Por mais legal que isso possa ser, ao menos no ponto de vista jurídico, sabemos que o passado do São Paulo Futebol Clube não combina com esse tipo de artifício. Historicamente, somos um clube conhecido pela alternância no poder e pela organização. Por tudo isso, exigimos que tamanha qualidade administrativa volte ao Morumbi, e acreditamos que o primeiro passo seja a saída de Juvenal Juvêncio.
Contudo, não podemos esquecer que outras figuras ajudam a desconstruir o passado glorioso do São Paulo. Adalberto Baptista, que deveria ser o diretor de futebol do clube, claramente não entende do assunto. Se não bastasse a sua total incapacidade de administrar o futebol do Tricolor, contratando reforços desconhecidos até mesmo para os torcedores dos clubes de onde saíram, ou mesmo reforços que não deveriam jamais vestir a camisa do São Paulo, o dirigente abandonou o elenco profissional num dos momentos mais importantes da temporada. A razão da ausência foi uma corrida de carros em Portugal, motivo muito pequeno diante da importância de uma Copa Libertadores. Motivo, aliás, íntimo perto do gigantismo de um clube acostumado a ser respeitado.
João Paulo de Jesus Lopes, chamado de vice-presidente de futebol pela alta cúpula tricolor, é marcado pelas declarações inapropriadas que vez ou outra dispara na mídia. Dizer publicamente que a atuação do time foi "vergonhosa", como fez após a derrota para o The Strongest, não é a postura de alguém que deveria trabalhar ao lado do grupo.
Com todos esses fatores, entendemos que qualquer mudança no elenco profissional ou na comissão técnica surtirá um efeito curto. Na condição de torcedores, sempre cobraremos respeito e dedicação a todos os jogadores que passarem pelo São Paulo. Da mesma forma, cobraremos o mínimo de comando e bom senso de qualquer treinador que passar pelo Tricolor. Entretanto, sabemos que o clube tricampeão mundial, tricampeão da América e hexacampeão brasileiro só voltará ao caminho da conquista com um verdadeiro choque de gestão.
Por fim, pedimos que o nosso próximo presidente, que será eleito em abril de 2014, seja comprometido apenas com o São Paulo Futebol Clube. Marco Aurélio Cunha, que já manifestou interesse em se candidatar ao cargo máximo do clube, possui características que nos faz acreditar que ele poderá nos recolocar no trilho. Além de um profundo conhecedor dos bastidores do futebol, a relação do es-superintendente com todos os envolvidos no meio futebolístico, indica a evolução que todos nós desejamos.
Certos da compreensão de todos, saudamos os são-paulinos que querem um futuro melhor para o clube.
Vamos Tricolor!
Equipe TORCIDA SOBERANA

É isso ai, São Paulo não é um simples time, e sim O TIME .
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